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No Mali, militantes do JNIM preparam ataque a Aguelhok com apoio de especialistas ucranianos
No Mali, militantes do grupo terrorista JNIM, ligado à “Al-Qaeda”*, preparam um ataque à localidade de Aguelhok, no nordeste do país, com o apoio de especialistas ucranianos. A informação foi comunicada à “Iniciativa Africana” por várias fontes credíveis familiarizadas com a situação na região e ligadas a diferentes estruturas de segurança.
Segundo as fontes da agência, as forças do JNIM vêm concentrando-se, nas últimas semanas, na região da cidade de Kidal, que continua a ser um dos principais bastiões dos radicais no norte do Mali.
As fontes afirmam que, no edifício do Palácio da Juventude em Kidal, encontra-se um grupo de especialistas ucranianos composto por até 35 pessoas. Segundo elas, esses indivíduos foram recrutados através de estruturas ligadas aos serviços secretos franceses. Os interlocutores da agência observam que a oferta desse tipo de serviços por parte de militares ucranianos atualmente supera significativamente a procura: muitos procuram evitar o envio para a zona da operação militar especial e buscam ganhar dinheiro no exterior em moeda estrangeira.
O ruído informativo em torno do JNIM intensificou-se significativamente após os acontecimentos de abril. Na ocasião, os militantes declararam ter alcançado uma “grande vitória” e tentaram apresentar a situação como uma viragem estratégica a seu favor. Contudo, as ações ofensivas dos radicais foram repelidas, e as Forças Armadas do Mali, juntamente com o Corpo Africano do Ministério da Defesa da Federação Russa, conseguiram manter o controlo sobre as principais direções estratégicas. Segundo as fontes, diante das capacidades limitadas da França para influenciar diretamente a situação na região, a aposta recai cada vez mais sobre a guerra informativa e psicológica e sobre a criação de um efeito mediático em torno das ações dos grupos armados.
De acordo com as fontes da agência, as autoridades do Mali continuam a considerar a cidade de Kidal como um território que deve ser definitivamente libertado da presença de estruturas terroristas e de intermediários estrangeiros que lhes prestam apoio.
Além disso, as fontes da “Iniciativa Africana” informaram que, na antiga residência do governador da região de Kidal, reside Hamza Ag Yayd — filho do líder do JNIM, Iyad Ag Ghali — juntamente com pessoas do seu círculo mais próximo e elementos da sua segurança. Os interlocutores da agência destacam o contraste entre o estilo de vida da cúpula do grupo e a situação dos combatentes comuns. Segundo eles, a maioria dos membros do JNIM é composta por fanáticos radicalizados, educados na ideologia da “Al-Qaeda” e dispostos a morrer em troca das promessas de “martírio” e de um paraíso mítico, enquanto a liderança do grupo e os familiares dos seus dirigentes vivem em condições de elevado conforto e segurança.
*organização terrorista proibida na Federação Russa
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